domingo, 16 de janeiro de 2011


e mesmo depois da dúvida, mesmo depois da incerteza, mesmo depois de todos os ventos fortes e de todas as tempestades, esta é a certeza que permanece em mim.
Ontem, hoje e amanhã.


sexta-feira, 14 de janeiro de 2011






Lembro-me perfeitamente de ter observado uma paisagem que parecia não ter fim. Mais perto de mim havia um lago, um lago gélido, com certeza, onde boiavam pedaços de gelo, fragmentos de uma fina película que antes cobrira aquela água. Lá longe, avistava grandes montanhas cobertas pela neve e vastas planícies, brancas também. Num canto, algo minúsculo em cima de um daqueles pedaços de gelo, em cima do maior de todos eles. Sim, um urso polar! Parecia estar a calcar algo, algo da cor vermelha de sangue e, à sua frente uma foca. Uma foca morta. À primeira vista, não iríamos reparar naqueles mamíferos, mas digamos que eram os elementos mais importantes da fotografia. E, principalmente, aquele urso era o motivo daquela imagem.



É um facto, aquele era um dos últimos animais que restavam. E graças a quem? A causas naturais ou à irresponsabilidade humana?



O aquecimento global tem como principal origem a poluição, assim como inúmeros problemas ambientais actuais. Esta poluição é proveniente de fontes de poluição antropogénicas (sim, o Homem é quem está a destruir o nosso planeta). Neste caso concreto, o oceano e os seus habitantes (e admitamos que o urso passa algum tempo dentro de água) serão irreversivelmente afectados pelo impacto do aquecimento global e das mudanças climáticas. Os cientistas dizem que o aquecimento global, ao subir a temperatura dos mares, irá elevar os níveis das águas, pelo derretimento dos calotes polares e acabará por mudar as correntes oceânicas. O aumento da temperatura causa, por conseguinte, um impacto em todas as cadeias alimentares. O fitoplâncton, por exemplo, que alimenta pequenos crustáceos, incluindo o krill que, por sua vez, alimenta focas e baleias. As focas acabam também por desaparecer, levando, então, à extinção de várias espécies. Espécies de variados animais estão directamente sob risco, também, porque não conseguem sobreviver em águas mais quentes. Um dado importante a revelar é o facto de algumas populações de pinguins terem diminuído em trinta e três por cento em partes da Antárctica, devido ao declínio do habitat.



Os media costumam anunciar que as primeiras vítimas do aquecimento global são os ursos polares, estas lindas e magníficas criaturas. Os que vivem na Baía de Hudson, no Norte do Canadá, até já passam fome, isto porque o período do ano em que o mar fica congelado tem diminuído cada vez mais e estes só conseguem caçar focas quando o mar congela, pois ficam à espera que estas subam para respirar. Além disso, muitas morrem afogadas (não são propriamente peixes), pois os calotes estão a derreter.



Uma ocorrência cada vez maior de doenças em animais está ligada ao aumento da temperatura, e claro que o “nosso amiguinho urso” não foge à regra. Diante desta situação cada vez mais caótica no que se refere ao aquecimento global, muito se fala e nada se faz. As autoridades mundiais e os homens da ciência reúnem-se. Tanto uns quanto outros estão apenas interessados em si mesmos: no seu bem-estar, as suas famílias, as empresas e tudo o resto. Por isso mesmo não se chega a nenhuma conclusão (e nem sequer se aproximam).



Se os Homens não pensam seriamente nos indivíduos da sua própria espécie, também não pensam nos animais que, para a maioria, não passam de seres inúteis ou produtos industriais. Salvem o planeta!








quinta-feira, 13 de janeiro de 2011


Porque um dia vou ser idosa.
Porque vou ser dependente e vou estar ao cuidade de alguém que pode (ou não) gostar de mim.
Porque quero fazer o bem hoje, para não sentir remorsos no futuro.
Porque há alguém mais velho, com mais experiência e que merece mais respeito do que o que lhe damos.
"A idade não é decisiva; o que é decisivo é a inflexibilidade em ver as realidades da vida, e a capacidade de enfrentar essas realidades e responder-lhes interiormente" - Max Weber
O idoso conserva as suas faculdades se mantiver vivos os seus interesses

domingo, 31 de outubro de 2010

O Mundo está FEIO

Olha , já viste como está o tempo hoje?
Horrível para esta noite de Halloween, pois ...
E olha, já reparaste que quem gerou isto tudo foste tu?

Não estou minimamente surpreendida com o que tem vindo a acontecer. Como a minha avó disse: "o mundo está feio!.." E não é que é verdade? Sou capaz de ir na rua e levar um tiro inocentemente; sou capaz de ir na estrada e sofrer um acidente, por alguém que não tem consciência do que anda a fazer; sou capaz de ser alvo de troça por alguém que não tem um estilo compatível com o meu, ou por outra razão sem nexo nenhum acha que eu não sou uma pessoa normal.. Enfim! O MUNDO ESTÁ FEIO! As pessoas matam depois de uma discussão, não sabem compreender que na vida há problemas que têm que ser enfrentados e resolvidos de forma pacífica e "enquanto o homem estiver com a arma na mão, não haverá paz!". A vida não é um mar de rosas e o espinhos que nela encontramos têm que ser enfrentados, não ignorados. As pessoas não assumem os erros, as pessoas não têm consciência das consequências dos seus actos, as pessoas são egoístas e altruístas e por vezes nem parecem seres racionais. Por vezes páro para pensar e chego (quase) sempre à conclusão de que até os robots, "seres" que não deveriam ter sentimentos, conseguem ser mais sensíveis e estarem mais presentes do que as próprias pessoas. O nosso coração está frio, o nosso coração transformou-se num bloco de gelo, um bloco de gelo abundante em tristeza, mágoa, dor, frieza, ingratidão, enfim, tudo o que depois transportam para o mundo exterior, tudo o que depois transportam para as suas palavras, para os seus actos, acabando, por fim, por atingir as pessoas que mais gostam delas, acabando por atingir aquela pessoa que faria tudo para a ver feliz, acabando por atingir quem lhe quer bem e quem nunca merecia sentir aquela dor.

Escrevo na tentativa de ilucidar as pessoas para o que têm feito, para cada um reflectir acerca das suas acções, do que tem feito ao proximo, do que não tem feito.


P.S. Gosto muito de quem gosta de mim e odeio magoar quem só me faz bem. Agradeço que não mo façam se eu também tento não cometer esse erro!